quarta-feira, 18 de março de 2009

Filhos...

Ontem de noite, tive a sensação de que hoje a barriga estaria melhor... e está! Que legal!
Acordei, fiquei de pé e a barriga não endureceu, nem pesou... agradeci!

Andei pela casa, arrumei umas roupinhas espalhadas pelos cantos, comi, fiz colagem com meu pequeno, depois a barriga reclamou um pouco e eu voltei a me deitar... tudo bem...
Mas aquela sensação de que estou doente já passou... isso não combina com a gravidez, não é?

Gravidez... veja bem, voce esta exuberante, em tudo (hehehe) sua vida são, no mínimo, duas... seu coração são , no minimo, dois, seu desenvolvimento é no minimo, o dobro do que era antes... voce esta em plena metarmofose... voce esta se tornando mãe.

E o que isso tem a ver com doença...? Não há relação... Parece-me que não há espaço para isso...

Mas nem sempre foi assim nessa minha cabecinha de "girimum" ...

Em 2004, eu engravidei, assim, no susto, em uma unica relação desprotegida e pimba! Positivo no exame!

Eu passei mal... assustei-me... não estava preparada...

A gravidez para mim era aquele lance das novelas: muito enjoo, dores e muito cansaço, forma de barril e toda a beleza se esvaindo mes a mes... dores nas costas, dor do parto, privação da vida pessoal... enfim... eu era uma criança...

Assustada, fui aceitando as mudanças do meu corpinho de jovem... e na verdade, fui amando.
Cada centimetro a mais na minha cintura era um gesto de amor do feto para comigo... era como se ele estivesse dizendo: estou aqui e crescendo graças à sua vida, obrigado mamãe.
Mas pouco tempo depois, logo depois na verdade, em que fui mesmo atingida por essa apaixonite aguda das mulheres que geram, meu bebe partiu... foi-se. Me deixou... eu estava no começo ainda... Com dois meses e meio... prestes a fazer o meu primeiro ultra-som... e quando o fiz... na tela... não havia nada... foi um capítulo triste, no qual tive a mão de meu amor para segurar... e ali realmente começou a nascer aquela coisa de querer ser mãe... uma vontade consciente... desesperadora... avassaladora...
Uma vontade que não mais se relacionava com a imagem da gravidez que eu via nas novelas... era tão poderoso o que eu via... era a vida.... ela mesma... na sua essencia e cor absoluta... era mesmo algo sublime que eu, a partir daqueles dias decidi que precisava conhecer.

Mas daí, foi a hora do tempo e da própria vida me moldarem... nada acontece em nosso tempo... o tempo de cada coisa é de cada coisa... não é nosso... e eu tive que esperar... e muito.
Não houve, em dois anos, uma menstruação se quer que eu não odiasse, que eu não chorasse, que eu não me frustasse... alguns meses mais intensamente, outros nem tanto...

Mas eu queria saber o que era gerar... o que era ter a casa cheia de brinquedos colorios espalhados pelo chão o que era olhar o varal cheio de roupinhas pequeinas... eu queria chamar meu amor de pai dos meus filhos... eu queria ser mãe.

E não o fui por um tempo... foram dois anos.
Dois anos voam... para mim parecia uma viagem de trem... interminável e injusta.

Lembro -me que toda vez, dirigindo meu carrinho, voltando do trabalho, eu passava na frente das lojas de produtos para bebes e sonhava em um dia estar entrando ali... com um motivo na barriga.
Mas no mes anterior à minha gravidez... quando minha mesntruaçao veio (pela ultima vez antes que eu me tornasse mãe, sem que eu soubesse, é claro) foi um dia tão insuportavelmente triste que decidi que doaria todas as roupinhas que havia ganhado na primeira gestaçao... estava desistindo de sonhar... eu queria parar de sofrer... mas não consegui doar as roupas no dia seguinte... rsrsrsrs
Pouco tempo depois, algumas semanas depois, eu tive uma tontura e me pegeui dizendo: será?
Eu conheço meu corpo muito bem e nunca havia sentido aquela tontura antes... pouco depois vieram o cansaço e um sono incríveis... fiz o bhcg com 4 dias de atraso somente... mas antes disso tinha tido um sonho...

Um sonho que me entregavam uma cadernetinha marrom, cor de pedra meio dourada e nela estava escrito: TÃO CERTO QUANTO DEUS HABITA OS CÉUS, O AMOR ESTÁ PARA CHEGAR

E eu sabia, amores, que isso era algo profundamente profético e espiritual... era algo sério e imensuravelmente amoroso. Era o amor de Deus me dizendo que meu filho estava chegando...
No dia em que fui ao laboratório, olhei para a decoração e vi uma caixinha cheia de pedras marrons, meio douradas, exatamente da cor da cadernetinha do meu sonho... puts. Isso era alguma coisa...

O resultado ficaria pronto em uma hora... esperei por la mesmo... eu e meu amor. A resposta veio antes de uma hora... e veio acompanhado de um sorriso da atendente que o entregou para mim...

Nós fomos até o carro que estava estacionado na rua, sentamos e abrimos o exame... lemos juntos... e só ele falou: "POSITIVO... VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA!"
Nos abraçamos muito e choramos como crianças... num carro parado na rua, com uma folha de exame na mão e as lagrimas se misturando em nossos rostos. Estava ali. Era meu. Era minha hora. Havia chegado meu momento. Era meu bebe.
"Seja bem vindo bebe", disse eu logo que consegui parar de chorar, passando já a mão naquela minha barriguinha ainda bem sequinha... rsrsrs...

A gravidez me veio como maior e melhor presente de todos... e foi ótimo... passei por muita coisa... testaram minha fé de muitas formas... mas fui aprovada em todas... sangramentos, cólicas, contraçoes, internações, risco de parto prematuro... até que... com mais de 37 semanas ele chegou... por conta própria... estourou a bolsa ... mas foi uma cesarea... nenem grande... forte... fofo... saudável... cesarea...

E eu que achava que tinha aprendido a ser mãe naquela minha primeira gravidez tão abreviada, descobri que eu não sabia nada... nada.
Com meu principe guerreiro é que me descobri mãe... e foi um nascimento vagaroso e algumas vezes doloroso... eu precisava me despir de muitos "eus"... eu me despi. E meu principe teve muito amor por mim... me ensinou cada segredo incontável sem pressa e sem cobranças... apenas com amor... ele foi me ensinando a ser mãe...
Ainda frequento esta escola...

Mas agora ganhei mais um professor, que daqui alguns meses chegará e me ensinará ainda outras disciplinas e me aprofundará em algumas que o meu primeiro mestre já me ensinou... não há professor melhor do que o fruto que sai de nosso ventre.

Tudo isso nos faz descascar camadas, aprofundar em questões nunca tratadas antes, mas é tudo feito numa atmosfera de amor intenso e sublime... profundo, coisa que só mesmo um ser rescem nascido poderia fazer conosco.

E viva as crianças... e viva as barrigas e viva os corações que se dispõem a essa experiência. Viva!
Com certeza o mundo agradece... e eu também!
Obrigada mamães... Vamos em nossa missão...

naninha

9 comentários:

  1. Nossa que lindo, me arrepiei e tive vontade de chorar, mais me segurei, tô trabalhando não ia pegar muito bem né.
    A coisa mais linda é a maternidade, só quem passa por isso sabe oque é o amor.
    Esse bebê vai vir lindo e com muita saúde, tenho certeza disso.
    Beijos.

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  2. Ola, vim conhecer seu cantinho e adorei.
    Virei sempre.
    Beijinhos

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  3. Nossa, vim retribuir a visita e me deparo com esse post perfeito!!! Parabéns... Nossa quase choro aqui... perfeito florzinha... Vc tem o dom das palavras...

    Estarei sempre por aqui...

    Beijos no coração...

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  4. Olá!
    Vim lhe convidar para que conheça um pouco do meu trabalho de pintura em camisetas!
    Até

    http://ramasppfp.sites.uol.com.br/pinturaemcamisetas.htm
    http://ramasppfp.sites.uol.com.br/modelos.htm

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  5. Ola!!!
    Si, q saudade...
    q bom q veio me visitar!

    Lu, oi querida!
    seja muito bem vinda.. sempre, ta?!

    mamae pam, que alegria te receber no meu cantinho... obrigada pelas palavras! E boa sorte nessa sua reta final!

    abraços e beijinhos,

    naninha

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  6. Naninha!!
    Adorei o seu Blog!!
    QUe lindo post!! Faltam sete semanas para a nossa pequena chegar e ler o seu relato me emocionou muito, porque muitas coisas eu já consigo compreender... O desejo, a espera de ser mãe, o resultado positivo e, principalmente, compreender que há tempo para todas as coisas e o nosso tempo não é o mesmo determinado por Deus... O nosso passa mais devagar... Curtir cada momento da vidinha que carregamos no ventre é um verdadeiro milagre : )
    Votarei sempre aqui!!
    Um beijo grande pra vc : )

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  7. Naninha me identifiquei muuuuuuito com seu texto!
    Acredito que não há amor maior no mundo do que esse que sinto hoje pelo meu filhote, é uma coisa de louco. Sou capaz de qualquer coisa por ele e tenho certeza que esse amor só tende a aumentar, cada dia mais e mais...
    Fico muito feliz em ter pessoas como vc ao meu lado, mesmo que virtualmente não sabe o bem que me faz com suas palavras... Muito Obrigado!

    Logo, eu passarei a ser mamãe de verdade, com o meu príncipe nos meu braços... Minha ansiedade aumenta cada dia mais!!

    Beeeeijoooss

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  8. Mto linda, triste, feliz e maravilhosa história com final feliz!
    bjoo

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  9. Ai, Naninha, que lindo...é isso mesmo..que venham nossos professores, que vão nos ensinar o amor incondicional, que vão nos ensinar o que é a vida de verdade. Fiquei emocionada ao ler...você tem razão, eu precisava ler isto! A gravidez não tem apenas momentos bons. Passei por alguns problemas. Enfrentar este novo corpo, minhas limitações, os hormônios, a insegurança..tudo isso é sempre complicado. Mas enfrento e enfrentaria tudo de novo para trazer o meu professor ao mundo. Sei que ele vem para mudar tudo na minha vida e ele já começou a fazer isso desde o ventre...ele nem nasceu, mas o amor que sinto por ele nasceu> è MAIOR QUE TUDO, NÃO HÁ COMO MEDIR!

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